Nas várias emoções, a operacionalização do sistema nervoso central é sempre não consciente, tanto no humano, como nos animais. No entanto, esta operacionalização pode-se caraterizar como uma realidade racional se se fizer pela lógica, utilizando os princípios e processos lógicos.

Vejamos: Um sinal elétrico, resultante da apreensão de um estímulo pelo sistema nervoso periférico, é sempre um sinal elétrico igual a si mesmo (Princípio de Identidade). Um sinal elétrico é sempre um sinal elétrico de um tipo, de medo por exemplo, e não de outro tipo (Princípio da Não Contradição). Se disser que um sinal elétrico de um determinado tipo é uma afirmação verdadeira, dizer que não é sinal elétrico desse mesmo tipo é falso e não pode haver uma terceira alternativa (Princípio do Terceiro Excluído). Como o sinal elétrico, da mesma forma, toda a realidade emocional, desde o estímulo ao comportamento, passando pelos estados afetivos e expressões corporais, evidenciam estes três princípios lógicos.

Dando mais um passo, um determinado sinal elétrico, rececionado pelo sistema nervoso, desencadeia sempre a mesma reação e leva sempre ao mesmo comportamento, razão pela qual podemos distinguir as várias emoções e atribuir às expressões corporais a especificidade de uma emoção.

A partir desta realidade, começa a surgir o silogismo inerente à operacionalização do sistema nervoso central. Se, além de se fundamentar nos princípios lógicos, se desenvolve a partir de uma estrutura lógica, o silogismo, só poderemos concluir que a resposta ou o dinamismo emocional é também racional. O sistema nervoso central, dada a sua estrutura e a sua especificidade de cada neurónio ou conjunto de neurónios, sempre que recebe um determinado estímulo específico reage de tal forma que desencadeia sempre o mesmo comportamento, o mesmo estado afetivo, as mesmas expressões corporais. Daqui podemos formalizar um raciocínio: Preposição universal: um conjunto de neurónios, sempre que sejam ativados por um sinal elétrico específico, derivado de um estímulo, desenvolvem sempre a mesma reação, que se manifesta sempre no mesmo estado afetivo e sempre num determinado comportamento e sempre nas mesmas expressões corporais. E a estrutura do sistema nervoso central permite ter muitas preposições universais. O termo médio é o sinal elétrico recebido, que, dadas as suas caraterísticas, desencadeia a reação do sistema nervoso pela ativação de determinado grupo de neurónios. A conclusão é essa reação específica neural que se traduz num estado afetivo, comportamento e expressões corporais específicas, que decorrem dos neurónios motores. Em termos mais simples, poderemos dizer desta forma:

Posição Universal: Sempre que um grupo de neurónios A recebe um estímulo B, desencadeia um comportamento C.

Termo médio: O estímulo recebido pelo grupo de neurónios A é um estímulo B.

Conclusão: Logo, o grupo de neurónios A desenvolve o comportamento C.

E isto acontece com todas as emoções, já que cada uma desenvolve expressões corporais específicas e comportamentos específicos, caso contrário, a comunicação não seria possível, nem classificar as emoções. Desenvolvendo-se um estado afetivo específico ou um comportamento específico, podemos relacionar o estado afetivo com o comportamento, as expressões faciais com o comportamento e assim por diante. Isto só é possível se a operacionalização do sistema nervoso for racional. Assim, se pode concluir que todos os animas são racionais, porque estruturalmente emocionais, e o que distingue os humanos dos animais não é a racionalidade, mas a consciência e a liberdade.